Editorial inFormativo CELDE 07

As Memórias de Junho na vida de Padre Dehon:
vida sacramental, cruzes e graças para a Congregação

O mês de junho ressoa na alma dehoniana como um tempo de gratidão e renovação sacramental. Para Padre Dehon, este período evocava as graças fundantes de sua fé, recordando que sua primeira comunhão, em 4 de junho de 1854: “o belo dia! O mais belo da minha vida depois do sacerdócio” (NQT 40/53). Era o “mês do Sagrado Coração, mês da Santíssima Trindade, mês do Espírito Santo, mês do Santíssimo Sacramento” (NQT 45/64).

Em junho celebramos igualmente o nascimento jurídico e espiritual da “família do Sagrado Coração”. Em 28 de junho de 1878, Dehon emitiu seus primeiros votos e o voto de vítima, momento em que ele escreve: “sentia que tomava a cruz sobre meu ombro entregando-me a Nosso Senhor como sacerdote reparador e como fundador de um novo instituto” (NHV 13/100). Essa oblação não estava isenta de dor. Padre Dehon relata o início como “seis anos de martírio: perda da saúde, de recursos financeiros, dos pais… até o Consummatum est” (NQT 45/64-65).  Por outro lado, a maturidade da Congregação também foi selada no mês de junho, com a notícia da aprovação definitiva em 11 de junho de 1906, quando Padre Dehon exultou: “está feito! A aprovação da Congregação é concedida para sempre e a das Constituições por dez anos” (NQT 20/50).

As Memórias de Junho na vida de Padre Dehon: vida sacramental, cruzes e graças para a Congregação

Nesta moldura congregacional, apresentamos os textos do InFormativo CELDE do mês de junho.

Na seção “Conhecendo a Regra”, o artigo “Cst 6: A serviço da Igreja, segundo o Coração de Jesus”, do P. Estefano Jacob Jonasse, scj (MOZ), recorda que a vocação dehoniana nasce da experiência de fé no Coração transpassado e se traduz em serviço eclesial vivido como oblação reparadora. O texto apresenta a missão como presença do Reino do Coração de Jesus “nas almas e nas sociedades”, unindo espiritualidade e ação apostólica.

Na seção “Nossas Origens”, o artigo “P. Felipe Francisco Xavier Lamour (1843–1921): pioneiro discreto e perseverante” apresenta a participação deste “irmão mais velho” nas iniciativas pioneiras da Obra – São Medardo, o noviciado de Sittard e o projeto da Terra Santa -, e sua longa dedicação pastoral em Villepinte no trabalho com pessoas marginalizadas.

Na seção “Obras do Fundador”, o artigo “Uma escola de contemplação e reforma interior”, do P. Victor de Oliveira Barbosa, apresenta a obra Mês do Sagrado Coração de Jesus (MSC), construída a partir das Ladainhas do Sagrado Coração e organizada em 33 meditações. O texto explica a estrutura e o método das meditações, as principais fontes espirituais utilizadas por Padre Dehon e a centralidade da configuração interior ao Coração de Cristo como síntese da espiritualidade dehoniana.

Desejamos a todos uma ótima leitura.

P.Emerson M. Ruiz, scj
Diretor do CELDE