Na sexta-feira, dia 22, a direção e o corpo técnico administrativo se reuniram para dar continuidade ao projeto de Formação Dehoniana sobre o fundador, Padre Léon Dehon.
O encontro tratou do segundo capítulo, intitulado “Vigário e fundador”, do livro do Pe. Yves Ledure, SCJ, cujo título é “Leão Dehon: Fundador da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus”. Durante a reunião, destacou-se a trajetória do Padre Dehon em São Quintino, local onde atuou como vigário paroquial e onde, mais tarde, fundou a congregação.
“São Quintino oferecia [na época], em suma, o exemplo típico de uma cidade operária do século XIX, cuja população sofria em cheio as consequências de uma indústria nascente, cuja principal finalidade, para não dizer a única, era a rentabilidade econômica e o proveito pecuniário”, diz o texto estudado durante a formação.

O Pe. Emerson explicou que Dehon, ao chegar à cidade com 29 anos, assumiu um trabalho exigente, dividido entre aulas de catecismo, enterros e visitas aos doentes, e lamentou o pouco contato com essa população de trabalhadores que sofria com os abusos da época. Suas críticas e reflexões revelam, de acordo com o livro, “uma dimensão nova da personalidade de Padre Dehon: ele é um educador, preocupado com a formação”.
Por conta disso, Dehon fundou o Patronato de São José, uma obra social inovadora voltada para a proteção e educação de jovens operários, financiada majoritariamente por seu patrimônio pessoal.
“Estamos, pois, diante de um projeto educativo integral, cujos desdobramentos políticos se podem adivinhar. Na lógica dessa globalidade, Dehon dá-lhe progressivamente todo o seu desenvolvimento: palestras religiosas, cursos de economia social, biblioteca, caixa econômica, coral, internato para jovens operários da periferia de São Quintino e, enfim, um início de agência de emprego para os jovens trabalhadores em busca de colocação. Não é, pois, de admirar que o patronato atinja rapidamente o número de uns 500 jovens, e que o padre Dehon se torne uma personalidade local, cujo trabalho é unanimemente elogiado”, afirma o Pe. Yves.
Em poucos anos, o patronato tornou-se a maior obra social da diocese. “Ele iniciou [o patronato] no quintal da casa paroquial, com quatro jovens, e a obra rapidamente se expandiu. Era o queridinho de São Quintino, era a obra social amada pela população”, explicou o Pe. Emerson.
O Pe. Emerson explicou que, em 1878, Dehon juntou duas obras: “de um lado, o carisma do Coração de Jesus, aquele que provém das Servas do Coração de Jesus, e de outro, um apostolado muito influenciado pelos jesuítas — um apostolado intenso, sobretudo na área educacional”. Assim, o Padre Dehon fundou o Colégio São João e a congregação com o nome de “Oblatos do Coração de Jesus”.
“A nossa obra, a nossa família religiosa nasce na educação. Nós nascemos para a educação, nascemos envolvidos no ato de ensinar e formar cidadãos. Tanto o Colégio São João quanto o Patronato são obras que visam à formação de crianças, jovens e adultos. Desse modo, a educação entrou no coração do nosso DNA espiritual e carismático”, finalizou o Pe. Emerson.
O próximo encontro estudará o terceiro capítulo, “Início equivocado e ressurreição”, no mês de junho.